200 anos de Darwin

12 02 2009

Hoje faz 200 anos que nasceu Darwin.

Darwin

Darwin

Não preciso dizer quem ele é nem sua relevância, a única coisa que posso pedir fora dos lugares-comuns é que leiam e pensem sobre.





Resolvendo problema com atualização do Hal

10 02 2009

Esses dias houve uma atualização no hal e aqui o pendrive parou de ser reconhecido. Ou melhor, ele até reconhecia, mas dava um erro ao montar.

hal-storage-mount-removable no <–(action,result)

O problema é que todas as soluções que encontrei (90% tinham a ver com o arquivo /etc/PolicyKit/PolicyKit.conf ) não adiantaram.

O jeito foi adicionar manualmente a entrada no fsta

/dev/sdb1 /mnt/usb auto rw,users,auto 0 0

Ao contrário do que eu pensei, não houve problema co o thunar. Isto é, não precisei criar um atalho lá pro /mnt/usb nos favoritos, pois o próprio atalho do pendrive voltou a funcionar.

Isto também serve para outras distros, claro.

Até!





Creative Commons – Incentive o uso dessa licença!

9 02 2009

Já que as férias estão acabando, nesses últimos dias eu venho me dedicando ao artigo sobre a Introdução ao Linux.

O artigo já tem alguma extensão considerável (não estou falando em html :D ) e teve a colaboração de muitas pessoas, mas creio que uma das coisas mais interessantes foi o uso de textos de alguns artigos (pra falar a verdade, só um até agora) que usavam a licença Creative Commons. A parte introdução, que tem imagens lado a lado entre Windows e Linux, é um texto modificado de um artigo do Ledstyle (que hoje usa Mac, aliás), conforme é possível ler nas notas.

O meu apelo é que as pessoas usem a CC quando forem publicar qualquer tipo de conteúdo. Isso tem tudo a ver com a filosofia de liberdade do software livre – se já há algo pronto com o mesmo propósito que você precisa, por que reinventar a roda?

Vejam o caso do texto do Ledstyle, por exemplo. Ele parou de usar Linux faz tempo, o artigo estava desatualizado e não serviria para nada se estivesse protegido. Entretanto, com a CC, pude pegar o texto e “reciclá-lo”, modificando muita partes e colocando no meu guia.

Vai escrever um artigo, tutorial, etc? Você tem a opção de usar a CC.

Se você não está interessado, ao menos coloque no fim da página a licença do texto, seja lá qual for.

Abraços.





Introdução ao Linux – atualizado

7 02 2009

Depois de passar o documento para o Zoho (que é muuuuito superior ao Google Docs, diga-se de passagem), tive de arrumar os links internos e mais algumas coisas.

Fiz quase todos esses ajustes. Fora algumas distros, o guia está quase completo. Uns 90%, chutando.

Quando tiver terminado a primeira versão, vou tentar gerar um PDF também para faciliar a impressão e organização, embora agora sme a tela cheia esteja mais fácil imprimir.

Clique aqui para ir à página que tem o link do guia. Vocês podem comentar lá, dando suas sugestões, críticas, etc.

Abraços!





Impressões – Arch

6 02 2009

Eu estava com uma dúvida bem comum esses dias: qual distro instalar? Bom, eu precisava mesmo mudar, pois o meu PC, que tem só 256 de ram, 40gb e HD e etc. não roda as coisas do mesmo modo que há quatro anos atrás. Antigamente, eu rodava normalmente KDE + Pidgin + Firefox com umas 30 abas + player + programa pra p2p + terminal + alguma tralha com um desempenho excelente. Nada do que reclamar.

Mas os tempos mudaram :o

Agora, KDE aqui só se for o 3.5.9, e olhe lá que praticamente não vai sobrar ram. Abrindo o Firefox então… já era.

Então eu fiquei em dúvida entre qual distro instalar: Gentoo, Slackware ou Arch. Pensei nessas distros porque são extremamente rápidas e estáveis, além de bem simples.

O Slackware foi a terceira distro que usei, há uns 4 anos, depois do Kurumin 4 e Ubuntu 5.10. A estabilidade do sistema é excelente, não há problemas para instalar driver de winmodem, driver oficial da Nvidia, etc., mas a situação complica quando se quer instalar um programa muito novo ou que não tem o tgz. Não que isso seja difícil, o problema é que toma muito tempo ter de fazer as coisas manualmente.

Além disso, depois de sair uma nova versão é preciso simplesmente reinstalar o sistema (confesso que nunca testei as alternativas pra fazer isso automaticamente, principalmente porque na época eu tinha discada e valia mais a pena pegar um CD de alguma revista ou comprar de alguém).

Pois bem, este ano eu vou estudar de manhã e à noite, e já quero ganhar tempo em vez de perder, deixei o Slack de fora, descartei o Slack.

O Gentoo foi uma opção bem tentadora. Eu já o instalei no meu PC duas vezes: na primeira, usava discada, praa eu ter todos os programas e o sistema 90% funcionando, demorei quase um mês! Na segunda vez foi bem mais tranquilo, além da banda laga, eu já tinha experiência, e com isso consegui fazer o sistema ficar quase pronto em uns 4 dias.

Minhas impressões não poderiam ser melhores: sistema rápido, completo, estável, e o melhor, a forma de instalar os programas. Considero o Portage o melhor gerenciador de programas (já ia falando pacotes :P ) para Linux. O sistema de  flags faz você ter instalado realmente apenas aquilo que precisa e ter um sistema extremamente enxuto. Além disso, não precisei recorrer a instalações manuais nenhuma vez, simplesmente achei todos os programas que queria no Portage, até mesmo alguns menos conhecidos. Não conheço estatísticas sobre siso, mas pareceu-me que a base de pacotes do Portage é bem maior que a do Debian.

Infelizmente, na primeira vez que instalei, não foi possível manter o sistema, pois eu usava discada e udo foi se acumulando até se tornar insuportável (obviamente, falha minha, se eu tivesse planejado atualizar uma vez por dia ou duas por semana não haveria problema).

Acabei descartando a possibilidade de usar o Gentoo por causa de sua maior qualidade e defeito: o uso dos fontes. Eu não teria paciência/tempo pra instalar e atualizar, mesmo que eu não instalasse coisas demoradas como KDE e OO (na última instalação, usei Xfce e Abiword).

Pois bem, depois de tanto pensar, acabei indo pro Arch. Fiquei com um pouco de receio, pois da última vez que inha instalado, o KDE ainda estava dividido em grupos e isso era um dificuldade eu pegar o pobre Kppp. Agora isso já mudou bastante, vide KDEMod, por exemplo.

Baixei o CD pra instalação pela internet – assim, meus pacotes base já seriam os mais atualizados. A instalação ocorreu tranquilamente, aliás, até ag. Depois de instalar, rodei um live-cd pra ver como seria a instalação do X, som, etc. Nada mais fácil: a Wiki do Arch é completíssima e não me deixou na mão em nenhum momento.

Adorei o pacman por sua sintaxe extemamente rápida e facilidade de uso. Quer instalar os principais codecs? Pacman -S codecs. Não é óbvio e genial? Criar um pacote para o Arch também é extremamente fácil. Infelizmente, os repositórios podem deixar um pouco a desejar, mas pra isso mesmo existe o AUR. Baixei o yaourt pra automatizar a tarefa e estou feliz da vida aqui :D

O rc.conf é outro ponto que tenho de destacar. Lá estão as principais configurações do sistema, centralizadas de uma forma bem simples e documentada. Isso sim é facilidade!

Agora estou com Fluxbox ocupando apenas 40mb de ram sozinho. O Pidgin está sem os bugs que havia no Lenny – está muito, mas muito rápido.

ss

Fica a dica para quem quer instalar uma distro rápida e simples :D





Problemas com teclado no novo xorg

5 02 2009

Parece-me que agora a configuração do layout do teclado do xorg.conf não traz mais efeito. Isso aconteceu comigo no Arch e talvez não seja problema pra quem usa um ambiente gráfico que já configura o layout do teclado, mas pra quem usa *box, IceWM, etc., pode ser um problema. A solução foi rodar o comando:

setxkbmap br

Entretanto, o efeito não é permanente. Pazra resolver isso, você tem duas opções:

  • Colocar o comando no xinitrc de seu(s) usuários
  • Colocar no autostart de seu ambiente gráfico (~/.kde/Autostart,  ~/.fluxbox.startup , etc.)

Mais um problema solucionado.

Até a próxima!





Resolvendo problema de fontes com o Wine no Arch

5 02 2009

Tive aqui um pequeno problema no Wine. As fontes ficavam totalmente borradas e ilegíveis.

//koti.kapsi.fi/anpurola/winecfg.png

De http://koti.kapsi.fi/anpurola/winecfg.png

Pois bem, pesquisei e vi que muitas pessoas com a as placas antigas da Nvidia, como eu, tinham esse problema. A solução veio justamente do fórum do Arch e é bem simples: Adicione a seguinte linha à seção “Device” do seu xorg.conf.

Option   ”NoRenderExtension”      “1″

Aqui ficou assim:

Section “Device”

#VideoRam    65536
# Insert Clocks lines here if appropriate
Identifier     “nvidia”
Driver         “nvidia”
Option   “NoRenderExtension”      “1″
EndSection

Pronto agora é só reiniciar o X.

Até a próxima!





Ataque DoS via MSN

1 02 2009

Um ataque DoS consiste na sobrecarga de um sistema, fazendo com que seus recursos se esgotem. Em outras palavras, por exemplo, um cretino – ou vários PCs controlados, chamados “zumbis” – manda tantos pacotes para seu sistema que ele simplesmente cai. Qualquer imprecisão técnica, me avisem. Olha a minha cara de que manjo disso.

Não viu minha cara? Então.

Pois bem, estava eu conversando normalmente pelo Galaxium com o Sezaru (o das imagens), e eis que o programa fecha do nada. Era óbvio que era um bug do programa para mim, afinal, eu já tinha visto outros dois. De qualquer modo, preferi abrir agora o Meebo (eu adoro essa coisa porque dá pra ver todas as conversas ao mesmo tempo de forma prática).

Entro lá e sou brindado com centenas de smiles “:D”. Não lembro porque viadagem motivo ele começou a fazer isso, mas o fato é que estava enchendo o saco.

meebo

Apenas simulação, ok? Elas estão se preparando pra sorrir, aliás.

Pois bem, eu já ia ofender a progenitora de alguém quando a internet caiu. Isso acontece muito raramente, por assim dizer.

Okay, se passaram uns 5 minutos e lá estava eu no Meebo de novo. A notícia:

Ele me mandou 11 mil smiles.

[21:01] Sezaru: simples, eu abri um editor de texto e coloquei 3 caracteres, o :, o D e um espaco, e ai dei ctrl+c ctrl+v ateh passar dos 33 mil caracteres, 33k/3 = 11k, tai

E aí… concidência, DoS, artimanha do capeta… o que foi isso, afinal? :D





Instalando o Galaxium

30 01 2009


Obviamente você já ouviu falar do Pidgin, Kopete, aMSN, Emesene, enfim, os messengers mais conhecidos para Linux. Talvez tenha ouvido falar em outros um pouco menos também, como o Mercury e Pymsn. O que você provavelmente nunca viu é que Galaxium, um cliente para MSN (e outros protocolos na versão SVN).
Ao contrário do que você pode estar pensando, porém, o Galaxium não é um projeto recente – ele foi inciado em 2003, conforme é possível ver no site oficial.
Bom, por que você usaria o Galaxium?
Veja bem, ele tem, entre muitas coisas, :

  • mensagens offline
  • preview de imagens (nas transferências)
  • emotions customizados e winks
  • áudio e vídeo (em progresso na versão SVN)
  • integração com players
  • várias outras frescurites
  • e o mais interessante, usa webkit! Isto quer dizer, por exemplo, que ele suporte todos os temas do Adium (messenger bem conhecido pra Mac). Veja só:

janela_mensagens


Bonito, não? Veja mais num site de personalização do Adium os diversos temas pra janela que ele tem.

Bom, então vamos instalar!
Em primeiro lugar, essa são as dependências listadas no site. Obviamente talvez você tenha de lidar com dependências de dependências, se tiver de compilar, como eu.

  • Mono 1.2.4 or later
  • Mono.Addins 0.3 or later
  • Gtk# (2.10.2 or later) usually included with Mono
  • SharpZipLib
  • libanculus-sharp
  • GStreamer for audio support
  • webkit-sharp for Adium message styles & MSN activities support
  • Swfdec 0.6 for MSN winks support

Se você usa Ubuntu, então é mais fácil. É só seguir as instruções da própria wiki do projeto. Vale também para Kurumin NG e Big Linux as instruções para Ubuntu.

Usando Fedora, OpenSuse e Arch, procure as instruções na página principal da wiki.

Até tem repositório pra Debian, porém, não me agradou a versão do programa ser meio antiga, então eu quis compilar e instalar na mão, mesmo. Se você quer ter a versão atual, inclusive a SVN, siga por aqui!

No caso do meu Debian Lenny, foi necessário instalar bastante pacotes.

apt-get install mono-mcs libmono-dev libmono-sharpzip2.84-cil libmono-addins0.2-cil gtk-sharp2 libwebkit-dev libmono-winforms2.0-cil libndesk-dbus1.0-cil libndesk-dbus-glib1.0-cil libmono-cairo2.0-cil libwebkit1.0-cil libhal-dev libgstreamer-plugins-base0.10-dev

Se você usa outra distro, procure por esses pacotes com o nome principal (sem as versões) no gerenciador de pacotes da sua distro. Isso vai resolver boa parte dos problemas de compilação. Houve, porém, duas cosas que eu não consegui achar as binários, tendo de compilar: libanculus-sharp e webkit-sharp. Procure-os em seu gerenciador de pacotes. Caso não encontre, me siga outra vez :)

http://code.google.com/p/libanculus-sharp/downloads/list

http://mono.ximian.com/monobuild/preview/sources/webkit-sharp/

Baixou as versões mais recentes? Então é só seguir o processo normal de compilação.

$ tar -vxjpf libanculus-sharp-0.3.1.tar.bz2
$ cd <pasta>
$ ./configure
$ make
# make install

$ tar -vxjpf webkit-sharp-0.2.tar.bz2
$ cd <pasta>
$ ./configure
$ make
# make install

Lembrando que os comandos com “#” devem ser executados como root, enquanto que os com “$” podem ser executados por qualquer usuário e que você deve trocar <pasta> pela pasta criada.

Feito!
Agora você tem duas opções – compilar a última versão estável ou usar o SVN. A versão SVN tem bastante novidades, mas está mais sujeita a bugs (embora isso não queria dizer que a versão estável não tenha erros).

Se você pegar a versão normal em http://code.google.com/p/galaxium/downloads/list , a descompacte e execute os comandos:

$ sh autogen.sh
$ make
# make install

Pronto, agora abra o galaxium no modo texto e verifique se há algum erro.

Escolheu a versão SVN? Siga as instruções a seguir:

$ svn checkout http://galaxium.googlecode.com/svn/trunk/ galaxium-read-only
$ cd <pasta>
$ sh autogen.sh
$ make
# make install

Infelizmente, aqui deu um erro que ainda não consegui achar a resposta e fui obrigado a voltar à outra versão. Mesmo assim, vale muito a pena, conforme vocês podem ver nas imagens a seguir, tiradas do site oficial:

galaxiumloginwindow1

galaxiumcontactlist1

galaxiumpreferences1

Bom, obviamente você vai querer instalar os temas do Adium e todas as frescurites possíveis, não é?
É claro que vai :D

Um site de personalização do Adium, como já falei, é http://www.adiumxtras.com/. Você pode baixar os temas de mensagens, emotions e sons. O procedimento para instalar é simples. Por exemplo, para instalar um tema de mensagem, baixe o .zip e o mova para ~/.config/Galaxium/Themes/AdiumMessageStyles. Os outros tipos podem ser instalados também movendo os arquivos para as outras respectivas pastas:

andre0991@debian:~/.config/Galaxium/Themes$ ls
AdiumEmoticons  AdiumMessageStyles  AdiumSoundSets

Gostou? Mais algumas imagens de temas para você não ter como dizer que não.

tema_outro tema_azul





Fim definitivo do Kurumin NG

30 01 2009

OBS: Essa notícia foi escrita por mim no mesmo dia que o Leandro desistiu do projeto e foi enviada ao Br-Linux.

Conforme foi publicado no Br-Linux , tudo começou com a afirmação do Morimoto de que o projeto “não vingou” num tópico do fórum do Guia do Hardware.

Mais tarde, ele esclareceu um pouco mais as coisas, dizendo que o Leandro havia postado em dezembro no grupo interno da distro que não poderia mais continuar. Sendo que nãoo havia mais nenhum desenvolvedor ativo da distro, ela estava “abandonada”, conforme disse Morimoto no  mesmo tópico.

Algum tempo depois, Leandro postou no site do Kurumin-NG que essas afirmações eram apenas “boatos”, e disse: “quando acabar eu serei o responsável por noticiar tal decisão”.

Pois bem, acabou.

Ele voltou atrás e disse que realmente o projeto chegou ao fim.

Eis um excerto do que ele disse no site oficial:

Olá a todos, infelizmente terei que voltar atrás da minha decisão de continuar o projeto Kurumin NG, estou reconhecendo publicamente o meu erro em noticiar que o mesmo iria ser continuado e poucas horas depois anunciar que o mesmo acabou, acontece que não irei suportar a pressão para manter algo onde faço por prazer e não por dinheiro, não adianta nada eu tentar ir pra frente se muitos estão querendo me puxar para trás (…)

Leandro reconheceu seus erros e reclamou das pesadas críticas que recebeu durante o desenvolvimento do Kurumin NG.

E vocês, o que acham? Curso natural das coisas ou grande perda para o Software Livre nacional?